segunda-feira, 4 de junho de 2012


O Madruga

Deus me deu-me e deu-me livre
pra que fosse Seu escravo,
sendo livre sem ser pago
do trabalho Ele me livre

pra que eu seja sempre firme
que Lhe seja sempre grato
seja este o nosso trato
e num papel a gente firme:

Não darei nenhum trabalho
nem Ele dará palpite
de que eu seja operário

não vou Lhe exigir erário
e deixe que eu exercite
o meu sono voluntário 

Um comentário:

Ivan Antunes disse...

soneto encordelado... belo mote sugiro que leia glauco mattoso e seu tratado de versificação. abraços.